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2. PRIMEIROS PASSOSEscola – Já no primeiro dia de aula, solicite 3 cartas na secretaria do seu colégio: uma para abrir a conta bancária, outra para fazer seu registro social (conhecido como PPS) e uma terceira para o escritório de Imigração.
Conta bancária – Com a carta em mãos, vá ao banco indicado pela escola e abra sua conta o quanto antes. Deposite pelo menos 1.000 Euros e já peça que enviem para sua casa (homestay provavelmente) um extrato bancário. Esse documento é necessário para comprovar na Imigração que você tem uma residência fixa e que possui dinheiro suficiente para se sustentar por algum tempo. Lembre-se: o mínimo exigido são 1.000 Euros e não vale aquele extrato expresso da máquina – é preciso que enviem para o lugar onde você mora. Como a correspondência leva cerca de uma semana para chegar, você pode aproveitar esse tempo para adiantar o item abaixo.
Registro no Departamento Social – Para poder trabalhar, todo cidadão, irlandês ou estrangeiro, precisa se registrar nesse departamento. Lá, você receberá um número chamado PPS (Personal Public Service). Esse número é muito famoso por aqui, já que todo empregador pedirá isso antes de contratá-lo. É fácil obter o PPS. Dirija-se a um dos Social Welfare Local Office, munido de passaporte e da carta da escola. Quando solicitar a carta no colégio, aproveite para se informar sobre o endereço do escritório mais perto de sua residência. O número do PPS será enviado por correio em no máximo uma semana.
Visto – Assim que tiver em mãos seu extrato bancário, dirija-se ao escritório de Imigração (Garda National Immigration Bureau), no endereço: 13/14 Burgh Quay, Dublin 2. Leve, além do extrato, a carta da escola, seu passaporte, e o seguro médico. Você terá de pagar uma taxa de 150 Euros pelo visto. Um detalhe importante é que eles não aceitam dinheiro – você precisa usar um cartão de crédito ou de débito (Visa Travel Money também é aceito). Talvez seja preciso enfrentar alguma fila, mas o visto sai em no máximo algumas horas. Além do carimbo no passaporte, você receberá uma carteirinha com foto que serve como um RG para usar no dia-a-dia.
Registro na Receita – É importante se registrar no Revenue ou Tax Office, uma espécie de Receita Federal daqui. Você terá que preencher um formulário chamado 12-A, para receber seus créditos de imposto de renda. Caso não faça isso, seu salário poderá sofrer grandes descontos. Então, não perca tempo. Assim que conseguir o primeiro emprego, visite o endereço www.revenue.ie na internet, imprima o formulário 12-A, preencha e entregue para o seu patrão. |
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4. EMPREGOHá vagas - A Irlanda tem um índice de desemprego considerado baixo – menos de 10%. Quase todos os brasileiros que vivem aqui têm trabalho. Acontece, é claro, de alguém levar mais tempo para conseguir uma colocação profissional quando chega ao país. Mas geralmente isso nunca leva mais de dois meses – e esse período é considerado bastante razoável, se você considerar que precisa de tempo livre para resolver as primeiras burocracias, como visto e acomodação. Recomendamos que o estudante traga de 2 a 3 mil Euros para se manter tranquilamente até arranjar emprego.
Áreas de trabalho - O brasileiro ocupa diversas posições dentro do mercado de trabalho irlandês. Os empregadores mais comuns são bares, restaurantes, hotéis e lojas, em funções como garçom, barista, cozinheiro, recepcionista e vendedor. As mulheres têm mais presença em setores como baby-sitter e limpeza de escritórios. Já os homens levam vantagem na construção civil, fábricas e até em fazendas, cuidando de animais. Mas é certo que não tem profissão exclusiva aqui e todos com um mínimo de garra conseguem se colocar no mercado.
Onde procurar - A Irlanda possui um órgão público que presta um serviço semelhante ao SENAC do Brasil. É o FAS, sigla do idioma gaélico que significa algo como “Entidade Governamental de Treinamento e Emprego”. Esse órgão centraliza grande parte das ofertas de emprego do país e disponibiliza terminais onde o cidadão (inclusive o estrangeiro) pode consultar e imprimir os dados de cada vaga. O endereço principal é D’Olier House, D’Olier Street – Dublin 2. As informações também podem ser obtidas pela internet: www.fas.ie. Além disso, no FAS é possível obter formação profissional de alto nível e utilizar vários recursos necessários para conseguir uma boa colocação, desde computadores para redigir currículo até orientação profissional para se sair bem nas entrevistas.
Como conseguir emprego mais rápido - O conhecido “QI”, ou “Quem Indicou”, é muito usado por aqui. Muitas pessoas conseguem emprego facilmente ao serem apresentadas aos gerentes por algum amigo que já trabalha no lugar. Por isso, tente se socializar e mostrar a todos que você é responsável e capacitado. Invista em todo lugar mesmo! Vale amigo, conhecido, parente, colega do vizinho do sogro da mãe do primo... E esqueça a velha bobagem de fugir de brasileiros no exterior. Eles podem te ajudar e muito! |
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5. MORADIAComo escolher - O gasto com aluguel é provavelmente o maior que você terá na Irlanda. Portanto, é bom ficar atento na hora de escolher um lugar para morar. É aconselhável procurar um local perto do seu colégio e/ou trabalho, assim você economiza o dinheiro do transporte e não perde tempo no trânsito. Quase todos os estrangeiros e até muitos irlandeses dividem as casas, para baratear o custo. É fácil achar na escola quem queira compartilhar quartos. Mas é bom tomar cuidado na hora de selecionar essas pessoas, afinal você terá que conviver com elas diariamente. E aproveite, pois essa será uma ótima chance de fazer novos amigos.
Onde procurar - Aqui mesmo! O site da Brasilforall tem uma seção de classificados onde as pessoas anunciam de graça diversas ofertas de moradia. É uma boa opção porque você provavelmente irá encontrar muitos anúncios em português. Outra fonte também bastante usada para procurar residência na Irlanda é o site www.daft.ie.
Valor - O preço médio varia de 250 a 500 Euros pelo aluguel de um quarto em um apartamento com as áreas comuns divididas (sala, cozinha, banheiro, etc). Há também a opção de pequenos flats onde cabem só duas pessoas – ideal para casais. Nesse caso, cada um paga cerca de 400 Euros, mas o casal vive em um lugar só dele. Não se assuste com os números, porque o salário daqui é suficiente para viver bem, mesmo pagando esse alto valor.
Burocracia para alugar - Você vai perceber que os imóveis por aqui são muito disputados e quando se encontra uma boa oferta, é bom fechar negócio na hora. Por isso, é aconselhável levar o dinheiro de um mês de aluguel quando for procurar um lugar para morar. Isso porque é comum que os donos das casas peçam um depósito no valor do aluguel. Esse dinheiro fica guardado como garantia e é devolvido quando você deixa o imóvel, desde que não tenha danificado nada. Muitas vezes, se a residência é muito disputada, quem estiver com o dinheiro na mão pode levar vantagem e fechar o contrato. É importante também ter um documento de identidade, como o cartão da imigração, e, se possível, um comprovante de renda.
Onde morar em Dublin – As casas do centro da cidade são mais caras e muito disputadas. Uma boa opção é morar em bairros próximos, como Dublin 3, 6, 7 e 8. Muitos desses bairros têm preços razoáveis e, dependendo do caso, você pode até ir a pé para o centro. Outra opção são as regiões mais afastadas, como Tallaght e Clonee, onde você encontra casas novas e mobiliadas a preços muito mais em conta.
Dicas gerais – Na hora de escolher sua moradia, procure um lugar que tenha máquina de lavar e secadora de roupas. Lavar roupa em lavanderia custa muito caro. Tente escolher também residências que disponham de aquecedores a gás ou elétricos – muito mais eficientes e baratos do que os antigos que funcionam a óleo diesel. |
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6. TRANSPORTEEm Dublin existem 3 principais meios de transporte público: ônibus, Luas e DART.
Ônibus - Os ônibus são o transporte mais comum e cobram de 1,05 a 2,00 Euros por viagem, dependendo da distância. Você pode solicitar uma carteirinha de estudante e comprar por 18 Euros os bilhetes semanais, com os quais é possível fazer quantas viagens precisar. Para conseguir a carteirinha, basta ir ao escritório da Dublin Bus na O’Connel Street ou ao Student Union da Trinity College Dublin, na College Green - Dublin 2. Os ônibus não têm cobrador e a tarifa só pode ser paga com moedas no valor exato ou com bilhetes que são vendidos em várias lojas pela cidade. Se o passageiro der dinheiro a mais, recebe um ticket com o valor do troco e precisa ir até o escritório da Dublin Bus para pegar a diferença.
Luas - Luas e DART são dois tipos de trem urbano de superfície. O Luas é muito rápido, mas as linhas cobrem poucas regiões da cidade. O bilhete diário custa de 1,60 a 2,30 Euros. O ticket mensal para estudante varia de 33,30 a 50 Euros, de acordo com o percurso. Nesse transporte o usuário não passar por catraca - basta entrar no trem quando ele pára na estação. Mas há fiscais rodando pelos vagões e, se você for pego sem o ticket, terá que pagar uma alta multa. Não compensa tentar enganá-los.
DART - O DART é mais usado para ir a algumas regiões distantes (inclusive muitas praias), nas quais se demora demais para chegar de ônibus. O cartão para viagem de ida e volta custa em média 3,20 Euros.
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13. CURIOSIDADES
Sim, a Irlanda é mesmo um país encantador. Você provavelmente já ouviu falar que aqui tem Leprechauns e que se bebe muita cerveja. Também é possível que você associe o nome do país ao da banda U2 e a uma agradável chuva sempre presente. Mas você sabia que...
- Não tem cobras na Irlanda. É verdade, você jamais vai encontrar esse réptil por aqui. Diz a lenda que São Patrick, padroeiro do país, expulsou todas as cobras da ilha e elas nunca mais voltaram. Mas há alguns céticos que atribuem a ausência do animal ao clima gelado.
- Assim como na Inglaterra, os motoristas dirigem do lado direito do veículo e do lado esquerdo da rua. Como quase o mundo inteiro usa outro sistema de direção, o governo tenta evitar acidentes com turistas, escrevendo no chão das vias para onde o pedestre deve olhar antes de atravessar.
- A Irlanda tem duas línguas oficiais: o inglês e o gaélico (também chamado de “irish”). Poucas pessoas falam gaélico corretamente, mas todos são obrigados a estudar a língua na escola. Os turistas geralmente não ouvem esse idioma, mas se deparam com as palavras difíceis em algumas sinalizações de rua e em placas nos transportes públicos.
- A lei proíbe que o comércio distribua sacolinhas de plástico. Quem não tiver bolsas ou mochilas para carregar as compras, precisa pagar pela sacola. A mais barata custa em torno de €0,20, mas dependendo do tamanho e da qualidade pode chegar a mais de €1,00. Como a maioria dos supermercados não tem estacionamento e os clientes quase sempre fazem compras a pé, é muito comum ver pessoas carregando galões de leite, pizzas e papel higiênico na mão no meio da rua.
- As máquinas substituíram as pessoas em alguns supermercados. É comum encontrar caixas self-service, onde o cliente sozinho passa as compras, coloca o dinheiro, pega a nota fiscal e o troco.
- Irlandeses famosos: Pierce Brosnan, Colin Farrell, Enya, Damien Rice, U2, The Cranberries, The Corrs, Westlife, Samuel Beckett, James Joyce, Oscar Wilde.
- O pessoal do transporte público se preocupa com os baladeiros. Após a meia-noite, quando a maioria das linhas de ônibus regulares pára de funcionar, entra em ação o Night Link – ônibus que circulam de madrugada, em horários pré-determinados, e que custam €5,00. Mas quando se está em uma turma grande de vizinhos, pode compensar mais pegar um táxi. O problema é conseguir um, já que muita gente acaba tendo a mesma idéia no fim das festas...
- É proibido fumar no interior das baladas e, por isso, muitos estabelecimentos têm uma área ao ar livre dedicada aos fumantes. Ruim para quem fuma, porque às vezes passa um friozinho no local descoberto, mas ótimo para todos, porque o ambiente fica mais limpo e ninguém volta para casa com cheiro de fumaça
- Não existe conta de água para residências. É isso aí! Você vai tomar banho e não vai pagar pela água. Mas não é por isso que deve desperdiçar esse bem precioso. Na Irlanda, somente as empresas pagam pelo fornecimento do recurso.
- Os banheiros não têm interruptores e quase nenhum tem tomada. Isso porque a voltagem é 220 e esses cômodos aqui costumam ser mais úmidos do que o normal. A combinação da umidade com a voltagem alta é considerada perigosa e o resultado é que a pessoa precisa acender a luz pelo lado de fora do banheiro.
- Você pode tirar dinheiro de qualquer caixa eletrônico, mesmo se não for o do seu banco - sem pagar taxa por isso.
- Aqui não se compra remédio sem receita médica. Em algumas farmácias há médico de plantão para casos de emergência, mas o preço da consulta fica em torno de €50,00.
- Os irlandeses costumam comer no café-da-manhã um feijão que vem enlatado com molho de tomate e tem gosto levemente adocicado. Mas quem não abre mão da especialidade brasileira, pode ficar tranqüilo: não é difícil achar lojas que vendam feijão preto ou do tipo carioquinha.
- A arquitetura de grande parte das casas segue o estilo georgiano. São todas iguais e o que diferencia uma residência da outra são as cores da portas. Muitos cartões-postais de Dublin mostram essas portas coloridas.
- Os carrinhos de bebês dominam as calçadas, principalmente em Dublin. Às vezes você encontra crianças de até 4 ou 5 anos dando passeio nos carrinhos, que as mães e babás empurram calmamente ocupando todo o espaço dos pedestres.
- Dublin é dividida pelo rio Liffey. Ao norte do rio, os códigos postais são ímpares (exemplo, Dublin 1, Dublin 3...) e ao sul, são os números pares. Há uma certa rivalidade entre os moradores das duas partes. Mas é certo que na região sul ficam os bairros mais chiques.
- Dos imigrantes que estão em Dublin, destacam-se os poloneses. Eles são a maioria. É muito comum encontrar mercadinhos e lojinhas polonesas por toda a cidade. Orientais, africanos e pessoas de outros países do leste europeu também marcam presença na capital irlandesa. Além, claro, dos inconfundíveis brasileiros. |
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